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Gap Year: sim ou não?

Gap Year, ou seja, tirar um ano no fim do ensino secundário e antes de começar a universidade, nada mais é do que fazer uma pausa para descansares e teres novas experiências. É geralmente passado a viajar, a trabalhar ou a melhorar notas, mas é sobretudo um ano para perceberes quem realmente és e o que verdadeiramente gostas: uma jornada de autoconhecimento.


Este ano de pausa pode ser um período de descobertas e experiências pessoais que normalmente não terias na escola ou no trabalho, de exploração dos teus interesses e planos (pessoais/profissionais) ou então um ano para simplesmente recarregar energias.


Contudo, planear um Gap Year pode ser complicado... Para tal, existem atualmente diversas ONG que te poderão ajudar a planear esse ano. Uma delas é a GAP YEAR PORTUGAL.

Esta tem à tua disposição cerca de 40 voluntários capazes de te ajudar a tomar as melhores decisões para aproveitares esse ano ao máximo, apresentando-te assim vários programas como:

  • Trabalhos de voluntariado;

  • Retiros;

  • Viagens internacionais;

  • Estágios em diversas empresas;

  • Entre outras.


Assim, para que consigas escolher o programa que mais se adequa à tua personalidade terás que combinar quatro elementos: paixão, missão, profissão e vocação.

Para atender aos teus requisitos, a GAP YEAR PORTUGAL poderá oferecer-te num só pacote uma experiência completa: trabalho de voluntariado e exploração de uma possível carreira profissional, que seja remunerado e que consideres que seja uma aventura.

Para além disso, ao longo do ano esta organização realiza vários workshops e eventos sobre diversas temáticas que envolvam este tema, promovendo também o "Concurso Gap Year Portugal", em parceria com a Fundação Lapa do Lobo, que te poderá oferecer até 6500€ para a realização do teu gap year.


Mas tal como todas as decisões que vamos tomando ao longo da nossa vida, todas elas têm as suas vantagens e desvantagens.



A principal desvantagem do gap year é o facto de atrasares os teus estudos e entrares no mundo do trabalho mais tarde do que aquilo que seria previsto.

Se já estás decidido a 100% da área que pretendes seguir no ensino superior, talvez este ano de pausa não faça muito sentido para ti, principalmente porque irás investir tempo e dinheiro numa experiência que irá atrasar a tua formação universitária e, consequentemente, a tua entrada no mercado de trabalho.


Apesar deste inconveniente, um gap year apresenta bastantes vantagens. A maioria das pessoas que optaram por o fazer consideram-se mais felizes e satisfeitas com a suas carreiras universitárias, visto que esta experiência os ajudou a definir o seu conceito de sucesso.

Uma grande parte acredita que esta experiência os levou para o caminho certo em relação à sua carreira profissional, ou então a confirmar a sua decisão em relação ao curso que já tinham escolhido.

No geral, afirmam que a experiência também aumentou a sua empregabilidade, devido ao facto de serem pessoas com mais vivências.




No entanto, um gap year nem sempre é "premeditado", e no caso da Filipa Eira aconteceu o oposto. Deixamos-te aqui o testemunho dela.

“No meu caso, o gap year não foi propositado, nem intencional. Aconteceu, uma vez que só consegui candidatar-me à segunda fase da universidade e, como tal, haviam apenas 5 vagas no curso que pretendia para a mesma fase. Acabei por ser colocada num outro curso, mas decidi não me matricular. E assim começava o meu ano “parado”. Aproveitei para tirar a carta de condução e acabei por ir trabalhar num ou noutro local, mas nenhum me satisfez, não era aquilo que eu ambicionava para o meu futuro, e com isso só ganhei força para conseguir entrar no próximo ano, no curso que queria. Tenho a certeza que esse ano me fez crescer, me fez refletir sobre o que eu realmente queria para mim e fez-me olhar para o mundo do trabalho de uma maneira diferente, respeitando todas as profissões, e agora já a trabalhar na área, sei que fiz a escolha certa. Que fiz o melhor ao esperar para entrar na minha primeira opção."

-Psicomotricista Filipa Eira


Ao contrário da Filipa Eira, Mariana Anjo vê o gap year como algo intencional, algo que fazia todo o sentido para ela. Deixamos-te aqui um pouquinho da história da Mariana.

“Bem, com o final do secundário estamos todos expectantes face ao que seguiremos no futuro, temos colegas cheios de certezas e outros cheios de dúvidas. Eu enquadrava-me nestes últimos. Pensava e repensava e não conseguia escolher uma área concreta e que me deixasse confiante. Andava no curso de Ciências e Tecnologia o qual me esgotou a alguns níveis pois talvez não fosse o mais adequado para mim, precisava de uma pausa.

Um dia estava a escolher o vestido para o baile e comecei a falar com a rapariga da loja, rapidamente o teor da conversa incidia sobre o final do secundário e que decisões tomar, ela contou-me que tal como eu não tinha certezas sobre o que fazer, então optou por fazer um gap year e estava convicta de que essa foi a melhor decisão que tomara. Essa ideia do gap year começou a fazer cada vez mais sentido a meu ver. O que mais me assustava era a ideia de “não seguir o rebanho”, isto é, sentia que devia ir para a universidade pois era isso o pressuposto. Todavia comecei a assimilar a ideia de que aquilo que eu queria era um gap year. Os meus objetivos principais eram tirar a carta, arranjar um emprego e trocar de escola para repetir matemática. Acho que arranjar um emprego é crucial, mesmo que seja algo temporário. Ganha-se outra maturidade, independência e, além de nos sentirmos úteis, também vamos juntando dinheiro. No meu caso trabalhei como babysitter. Algo que considero importante também é tentarmos visitar os nossos amigos que se encontram já nas universidades, não só pelas saudades, mas para ver como funcionam as coisas por lá, isso poderá ser importante na hora de decidir a universidade. Este ano foi sobretudo um ano em que saboreei a vida, cada momento, e em que acabei por chegar a uma conclusão sobre o meu futuro.

Se estás com dúvidas lembra-te que não vais perder um ano, mas sim ganhá-lo. Boa sorte com a tua escolha."

-Mariana Anjo


Como viste, optar, ou não, por um gap year é uma decisão pessoal e que deve ser muito bem ponderada devido a todos os seus fatores. Para alguns fará mais sentido do que para outros, mas o que realmente importa é que te sintas bem com a tua escolha!


Esperamos ter-te ajudado, e acima de tudo termos esclarecido algumas dúvidas com os dois testemunhos que te apresentámos! Não te esqueças: está à vontade para nos contactar para qualquer questão que tenhas! Estamos aqui para te apoiar!!


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